sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A nós


Faz sete anos o meu filho mais velho.
SETE!!!
Já amanhã.
Tenho a sorte grande a morar em minha casa.
É minha responsabilidade cuidar e amar dos meus filhos em cada segundo.
Ser mãe/pai é exigente. 
Não há manuais que nos preparem para este amor tão grande.
E não existe nada mais bonito no mundo do que ver crescer um filho. Cuidar dele.
Hoje estou emocionada e orgulhosa.
Tenho feito TUDO e falhado TANTO.
Luto todos os dias. Dou tudo em casa e fora dela.
Esforço-me por melhores oportunidades para nós, por esta família, ao mesmo tempo que tento ESTAR e SER.
Ser mãe e pai exige muitas cambalhotas, muito espírito de sacrifício, muitas noites sem dormir.
Só depois de os adormecer é que limpo a casa, preparo refeições e trato das coisas (quando ainda tenho alguma força trato de mim).
Tento não sobrecarregar os meus sogros - mas é quase impossível e sem eles não sei o que seria de nós.
Tenho amigos que são segundos pais dos meus filhos. 
Que lhes têm um entrega sem dimensão e por quem eles têm um amor sem explicação.
Há dias que penso que não vou aguentar. 
São três seguidos. É tanta ginástica, tanta logística. 
Mas na maioria deles, MEU DEUS, tenho sido capaz. 
Temos sido família. 
E durante estes sete anos tornei-me, não na melhor mãe do mundo, mas na mulher mais feliz de sempre.
E acertei no pai deles. 
Ele é a nossa casa. Eu só alimento esta estrutura com toda a dedicação, entrega e amor. 
Amanhã é para celebrar. O dia todo esta bênção. 
Parabéns a ti nosso primeiro AMOR.
Parabéns a nós.
Parabéns a todos os pais.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Investimento


O maior investimento que faço na minha vida é na infância dos meus filhos.
Falo na entrega e energia que deposito aos dias.
A nós.
A eles.
Nunca desejei nada tão profundamente como desejo isso.
Não há famílias iguais.
Nem segredos, conselhos, regras ou livros que nos garantam um saldo positivo final.
O que fazemos é aproveitar o que a vida nos dá.
Esprememos os limões todos - sem desperdícios e partilhamos a limonada.
Adormecemos - quase todas as noites - nos braços uns dos outros, e acordamos tranquilos porque nos temos.
Isso basta-nos.
Damos colo aos nossos sonhos.
Sem pressas nem pressões.
Quero muito que os meus filhos sejam felizes no "ir" mas quero muito mais que sintam o meu colo como o destino onde podem sempre ficar.

[Boa noite]

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

FILHOS


Hoje acordei a pensar que tenho um filho que vai fazer sete anos. 
SETE anos!!!
Entretanto a Maria vai fazer dois daqui a três dias e o vicente cinco.
Todos seguidos.
A nossa vida tem sido cheia de tudo.
Cheia de responsabilidades. Cheia de tarefas. Cheia de caos. Cheia de AMOR.
Eu continuo a fazer-me à vida.
A ser tudo e a dar tudo - todos os segundos.
A tentar ter uma vida melhor. A tentar ser melhor. A tentar gerir.
Fecho portas. Abro janelas. Sempre dividida entre o ir e a importância de estar.
Tenho a mochila do salvador por abrir desde o último dia de aulas.
Convites que acumulei na esperança de me conseguir arrastar até lá com três crianças pequenas.
E só por estes dias "destralhei" as roupas.
Quando olho para estes sete anos de filhos só me lembro da palavra INCRÍVEL.
Há muitos dias que o incrível deixou - e deixa - muito a desejar.
Amigos que se afastaram - ou me afastei [sem querer].
Convites que não respondi.
Encontros que faltei.
Brincadeiras que falhei.
Não é verdadeiramente fácil conciliar trabalhos, horários, tarefas de casa, responsabilidades de escolas, supermercados e três filhos seguidos.
Às vezes ATÉ a nossa vida a cinco dava um bom sketch.
Volta e meia tenho um filho com o cabelo a bater nos ombros, umas unhas por cortar e chamadas por responder desde 1984.
Mas há uma coisa durante estes anos que não tentei, não tento, não tentarei, porque SOU - desde o primeiro minuto - a porta de embarque para a eternidade deste amor. 

domingo, 20 de agosto de 2017

Querido AGOSTO

Em Agosto nada de escola para estes miúdos, nem nada que se assemelhe.
Este é o mês para transbordarem leveza, liberdade e felicidade. 
Adoro agosto.
Durante todo o ano sinto-me a subir uma montanha. Em Agosto chego ao cume- quase sem ar - posso esticar as pernas e relaxar.
Não que se seja fácil ter três crianças destas idades o tempo inteiro sem uma pausa. 
Muito menos montar e desmontar uma tenda ao calor ou na escuridão. 
Mas eles podem descansar. 
Andar descalços. 
Dormir salgados.
Podemos contar estrelas e histórias sem o incómodo das horas. 
Não somos escravos do tempo. De pressas. De ritmos.
Não há avaliações, competições nem bolas de comportamento.
Somos nós. QUE BOM. Nós e o nosso tempo.
Nós e uma tenda.
Nós a ser família. A fazer projetos. 
Nós que queremos tanto trocar a tenda pela auto caravana. 
Nós a sonhar.
Nós e as bolas de Berlim do Algarve e as estrelas do Alentejo. 
O meu tempo mais feliz é o que estou mergulhada neles e em nós. 
A construir memórias.
A amar.
A viver com intensidade a infância deles. 
E quando estou muito cansada abraço-me ao meu marido só a contemplar e a agradecer.

(Hoje foi dia de estar em casa a arrumar TUDO. Despejar armários e roupas. Já nada serve. Estão crescidos. APROVEITAR, APROVEITAR e APROVEITAR enquanto ainda são TÃO MEUS)















sexta-feira, 28 de julho de 2017

A base de tudo


Há alturas que é importante dar um passo atrás para dar dois para a frente.
Que temos de fechar gavetas para experimentar abrir outras.
O amor que tenho à minha família traduz-se, cada vez mais, na vontade de me agarrar à vida.
De me sentir viva.
De conhecer.
De ME conhecer.
De experimentar e desafiar.
É nessa fase que estou.
De ir.
De fazer.
De me atrever.
De crescer.
De construir.
Cuido e estimo desta minha família todos os minutos. Desde o primeiro segundo.
Dedico-me.
Entrego-me.
Curto cada um deles.
Agora são eles que me estão a empurrar a mim.
A dar força.
Coragem.
Segurança.
Fazem-se sentir uma rocha nos dias em que me sinto uma areia fácil de varrer.
O amor é a base de tudo.
Vou-me atirar de cabeça à vida mas sempre fazendo do amor as minhas braçadeiras.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

SORTE


Não existe melhor luz do que a de um amor.
Seja ele qual for.
Basta que nos puxe.
Nos alegre.
Nos faça andar devagar.
E nos dê uma vontade enorme de permanecer.
Cuidar dos três filhos, de um casamento, gerir tempo entre trabalho, família e amigos não é MESMO pêra doce.
Mas ao mesmo tempo que acúmulo MUITO cansaço às costas aprofundo a certeza que amar assim é a maior SORTE do mundo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

PERTENÇA


Sou pela bondade e generosidade.
Acredito que o tempo que dedicamos aos outros se reflete MESMO na qualidade das nossas relações.
O tempo é um luxo. Não se agarra. Não se repete. Não volta atrás. Não se compra. Não se rala.
Quando me perguntam quais os meus planos...
Não tenho resposta. Não tenho planos. Não tenho grandes ambições nem muitos medos.
A única coisa que sei é que o melhor lugar já é meu: a pertença.
E se demorei a descobrir, a dar valor, a sentir, agora já sou ando à boleia dela.
E entrego-me inteira.
De forma honesta.
Não guardo nada em gavetas.
Nem emoções. Nem fragilidades.
Está tudo aqui. À luz. Ao toque.
No amor que sinto, que dou e demonstro.
Nos abraços. No acordar. No estar. No sentir. No adormecer. No aconchego. Na sinceridade com que amo. Na transparência com que partilho.
O meu maior investimento na vida: é na unidade. 
[Aos meus <3]