quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Filhos crescidos

(Aos meus aniversariantes)



Um ano Maria, nosso amor gigante e eterno.
Bonito e sereno.
Um ano sem pressas de nada. Focados em nós.
Na entrega.
Há um ano que não dormimos. O pai tem olheiras até aos pés.
Os teus irmãos completamente apaixonados por ti.
Nós rendidos a esta agitação que move os nossos dias (UMA LOUCURA!!!)
Tens seis dentes.
Dizes mamã, papá, dá.
Comilona, amorosa e tranquila (não mudes, não mudes, não mudes!!!)
DORMES MUITO MAL DE NOITE.
E quando dormes - o cansaço é tanto - que não consigo adormecer. 
Fico a olhar para ti, juro que fico.
E dou-te beijos. 
Na calma.
(Já estás no colégio - e a adaptação tem sido muito tranquila).
Estamos mais unidos, porque a cada filho se acrescentam mais planos e sonhos.
As soluções ganham terreno ao desalinho.
Fazemos tudo. Viajamos. Vamos. Aproveitamos. 
Gosto de respeitar os dias. A vida.
E é por isso que vos aproveito tanto, e com tanta dedicação.
Vivo a nossa casa. As nossas vontades. Os nossos planos.
Com a gratidão que merece esta grande bênção que a vida nos deu.
Mesmo que tudo nos falte. Que nos falhem pessoas. Nada nos falta. Estamos todos aqui.
(E este amor que por ser tão grande, chega a doer)
E tu meu Salvador, meu filho mais velho.
Digo sempre que TU me tornaste naquilo que eu sempre sonhei ser.
Tenho-te desde os meus 25 anos e desde esse dia que tenho tudo.
Hoje li que o tempo é o que nós fazemos dele, e temos aproveitado bemmmmmmm.
És o meu companheiro. O meu futebolista. Um miúdo incrível - pés na terra.
Tens os teus defeitos, eu tenho os meus, mas existe em nós um equilíbrio maravilhoso.
Começas amanhã a primeira classe. A única coisa que tranquiliza o meu coração - por já seres tão crescido - é saber que levas dentro da mochila uma bagagem gigante de momentos felizes.
E o melhor ainda está para vir.
Amo-te, meu amor.






segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A nossa morada

Os nossos filhos são a nossa morada. 
São eles. 
É onde tudo começa e acaba.
E nós vamos enchendo estas almas de lembranças felizes. De momentos.
Também já lhes expliquei que muitas vezes temos de ser fortes perante o cinzento da vida.
Acredito que a vida começa quando descobrimos que a essência dela está nas coisas mais simples.
No prazer que temos em ser companheiros.
No amor que nos une.
Quando descobrimos a beleza de montar uma tenda num lugar qualquer.
Eles ainda estão de férias.
Trouxeram uma virose para descansar connosco nos dias de agosto que nos restam.
Para a semana a Maria faz um ano. 
São estes pequenos momentos que têm feito da nossa vida um lugar gigante e bonito de se estar.








sexta-feira, 22 de julho de 2016

Amar três filhos




A maternidade foi o mais maravilhoso que me aconteceu.
A serenidade ganhou sempre às pequenas angústias e adversidades.
Amar um filho é o maior dos amores.
Não há primeiro, segundo ou terceiro.
Não há medida. Nem lugar.
É uma paz cheia de medos.
É o que de maior existe.
O dia em que nasce um filho, é o melhor dos dias, o melhor do mundo.
Nasce um filho, nasce uma mãe.
Nasce uma vida e percebemos o sentido da nossa.
E nada se sobrepõe a esse ser, a esse cheiro, e a esse toque.
Nada é mais sagrado do que aquela vida.
O nosso bebé.
Tudo muda. 
Mudamos nós. Mudamos os outros.
Nasci três vezes.
Sou uma mãe diferente para cada um deles.
Sou uma mãe sem pressa.
Quero tempo.
Foco.
Quero os banhos, os ranhos, as birras.
Quero os colos. A alegria e o desalinho.
O melhor e o pior.
A plenitude.
Sei que vou falhar - e que eles se vão lembrar.
Mas o meu abraço e o meu colo vão ser a casa deles - sempre.
E o deles a minha.
Casar-me com o rui foi o nosso equilíbrio.
O segredo da nossa equação.
Ele é a infraestrutura e o contrapeso.
Quero o encanto e o desencanto.
Quero tudo.
Quero este amor.
Quero a rotina.
Quero todos os dias.
Todos. Todos. Todos.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

3 + 2 = GRATIDÃO






Mesmo nos dias que não me mexo, que tenho olheiras até aos pés, que mal vejo o meu marido, mesmo nesses dias cinzentos, digo sempre: três filhos é uma MARAVILHA!!!
E é.
É tudo de bom.  
De repente olho para nós e muita coisa mudou. 
Já não tenho três bebés.
Tenho dois miúdos incríveis e um bebé. 
O Salvador deixou de caber na roupa e adora as horas a mais de sono que o fim de semana oferece. 
Está um companheirão.
O vicentinho - está um reguila amoroso.
Cabelo liso. Loiro. Um corpanzil.
A falar ainda é muito bebé. 
-Mãe acabei de ver dois pius e três caõs!!!
Gosta de ser o último a adormecer, para me ter mais tempo para ele. 
Continuo a ser tudo para eles. A mais alegre. A mais amiga. A mais bonita. 
(E eu rezo para que esta fase de apego gigante se prolongue)
A Maria está enorme.
É um doce. 
Gostamos da praia logo de manhã e mesmo ao final do dia. 
Aguenta estoicamente as nossas andanças. 
Os nossos mergulhos às nove da noite. 
E já adormeceu - várias vezes - com a paz do pôr-do-sol. 
Tem dez meses. Quatro dentes. 
Para estar feliz basta-lhe a nossa companhia, a barriga cheia e um colo para adormecer. 
Nós damos cambalhotas com o tempo, fazemos ginástica com o dinheiro, e a parte mais dura, tentamos gerir o cansaço. 
Roubamos muitas horas ao sono. Vivemos para estar juntos. 
Para usufruirmos de cada dia que a vida nos oferece.
Viver é muito mais do que estar vivo.
É acordar e agradecer.
Porque nos temos, e temos tudo.

(Vivo para eles)


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Heartfulness

Dificilmente alguma coisa me fará tão feliz quanto isto:
Seis da manhã. Nós e o nascer do sol.



A Maria fez dez meses.
O Salvador vai entrar na escolaridade obrigatória. 
E o Vicentinho já faz quatro anos, em Outubro. 
As decisões que tomo são quase todas com o coração.
São três filhos seguidos que precisam de tempo e de nós.
Tento equilibrar a balança o melhor que consigo.
A Maria não aceita chucha. 
É uma bebé tranquila, deliciosa, muito nossa. Dos irmãos.
Ainda mama MUITO. 
Os irmãos continuam uma excitação com ela, e com a vida no geral.
Brincam os três na praia ao nascer e pôr-do-sol.
Fazemos tudo. Temos aproveitado tanto. 
O nosso corpo dá sinais de cansaço, mas cada um deles já é o reflexo desta nossa entrega...




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Em construção





Estou no meio dos meus filhos - dormem agarrados a mim. 
Trinta e quatro graus. Não há calor que nos separe.
Temos em comum este amor louco e umas picadas de melgas.
Gosto quando estamos - simplesmente.
Sou completamente dedicada a esta família em construção.
Estou sempre à procura de tempo e calma.  
Desacelerar. Descomplicar. Destralhar.
Menos é mais.
Tento gerir de forma saudável os horários irregulares (que temos), com a vida deles.
Às vezes corre lindamente, outras é o caos.
Somos o mais descontraídos possível.
Levamos a vida com ligeireza e tranquilidade.
E a nossa relação com muito sentido de humor.
Temos energia para dar e vender - OS CINCO!!!
Procuro um equilíbrio entre o ter e o ser.
Entre a adrenalina dos dias e a paz necessária para os levar.
A verdade é que nos realizamos no meio da confusão, das fraldas, das birras e da ginástica do dia-a-dia.
Há quem nos ache loucos.
Quem nos adore e admire.
Há quem diga que somos corajosos.
Quem opine sem ajudar.
Há os que tiveram filhos e netos perfeitos.
E há outros tantos, como nós, perfeitamente imperfeitos.
Há quem seja cinzento na alma. Quem aponte, julgue e critique.
E os que estão connosco, e que vibram com estes miúdos.
Há opiniões e pessoas para tudo - sempre.
Há quem diga: tiveram, agora aguentem-se.
Mas existem as outras pelas quais vale a pena estarmos vivos.
Que festejam.
Que encontram soluções.
Que dividem.
Que nos amam.
A vida só nos faz sentido enquanto partilha.
É esta sensibilidade e entrega que gostava que ficasse gravado na alma dos meus filhos. 
A vida é demasiado imprevisível, é preciso viver com entrega.
Dividir, usufruir, partilhar, ajudar e amar.
Nada é tão bom e tão bonito como esta construção, mesmo que cheia de contratempos.