sexta-feira, 1 de julho de 2016

Heartfulness

Dificilmente alguma coisa me fará tão feliz quanto isto:
Seis da manhã. Nós e o nascer do sol.



A Maria fez dez meses.
O Salvador vai entrar na escolaridade obrigatória. 
E o Vicentinho já faz quatro anos, em Outubro. 
As decisões que tomo são quase todas com o coração.
São três filhos seguidos que precisam de tempo e de nós.
Tento equilibrar a balança o melhor que consigo.
A Maria não aceita chucha. 
É uma bebé tranquila, deliciosa, muito nossa. Dos irmãos.
Ainda mama MUITO. 
Os irmãos continuam uma excitação com ela, e com a vida no geral.
Brincam os três na praia ao nascer e pôr-do-sol.
Fazemos tudo. Temos aproveitado tanto. 
O nosso corpo dá sinais de cansaço, mas cada um deles já é o reflexo desta nossa entrega...




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Em construção





Estou no meio dos meus filhos - dormem agarrados a mim. 
Trinta e quatro graus. Não há calor que nos separe.
Temos em comum este amor louco e umas picadas de melgas.
Gosto quando estamos - simplesmente.
Sou completamente dedicada a esta família em construção.
Estou sempre à procura de tempo e calma.  
Desacelerar. Descomplicar. Destralhar.
Menos é mais.
Tento gerir de forma saudável os horários irregulares (que temos), com a vida deles.
Às vezes corre lindamente, outras é o caos.
Somos o mais descontraídos possível.
Levamos a vida com ligeireza e tranquilidade.
E a nossa relação com muito sentido de humor.
Temos energia para dar e vender - OS CINCO!!!
Procuro um equilíbrio entre o ter e o ser.
Entre a adrenalina dos dias e a paz necessária para os levar.
A verdade é que nos realizamos no meio da confusão, das fraldas, das birras e da ginástica do dia-a-dia.
Há quem nos ache loucos.
Quem nos adore e admire.
Há quem diga que somos corajosos.
Quem opine sem ajudar.
Há os que tiveram filhos e netos perfeitos.
E há outros tantos, como nós, perfeitamente imperfeitos.
Há quem seja cinzento na alma. Quem aponte, julgue e critique.
E os que estão connosco, e que vibram com estes miúdos.
Há opiniões e pessoas para tudo - sempre.
Há quem diga: tiveram, agora aguentem-se.
Mas existem as outras pelas quais vale a pena estarmos vivos.
Que festejam.
Que encontram soluções.
Que dividem.
Que nos amam.
A vida só nos faz sentido enquanto partilha.
É esta sensibilidade e entrega que gostava que ficasse gravado na alma dos meus filhos. 
A vida é demasiado imprevisível, é preciso viver com entrega.
Dividir, usufruir, partilhar, ajudar e amar.
Nada é tão bom e tão bonito como esta construção, mesmo que cheia de contratempos.


sábado, 18 de junho de 2016

Quando o amor basta






Foi uma semana dura. Tudo doente, marido fora, o caos.
Sobrevivi.
Sobrevivemos.
Mas foi isso, só isso.
Não deu para respirar.
Para agradecer.
Para me ouvir.
Uma confusão.
Hoje acordamos recompostos.
Cheios de paz.
Juntos.
Fizemos só coisas boas.
Nossas.
Não existiu mundo.
Nem desalinho.
Sem pressas.
Nem opiniões.
Tão bom.
Tão bom.
Tão bom.
Estes dias em que só o amor basta.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

-Respirar-


Desculpem a ausência.
Tenho estado entre a ternura, a entrega e a tentativa de gerir tudo.
Casa. Miúdos. Trabalho. Turnos.
O tempo que sobra tem sido deles, só deles.
Não tenho tirado fotografias, nem escrito.
Tenho dormido pouco, para sobrar tempo para o resto.
Estes primeiros tempos de "encaixe" são duros, mas os reencontros são de uma entrega gigante.
A amamentação continua.
A Maria fica lindamente com a minha sogra.
O tempo é das coisas mais preciosas que temos.
Tempo e saúde.
Todo o tempo que sobra é deles.
É nosso.
Só nosso.
Sem distrações.
Sem redes sociais.
Sem ruídos.
Roubaram-me o telefone. Perdi tudo.
Não tenho números de ninguém.
Mas tenho os mergulhos às oito da noite que me salvam.
Que nos dão saúde.
Vê-los mergulhar no mar com a luz de um postal.
Os cinco na praia, sem ninguém, nem telefones.
Brincar com eles tem sido a minha prioridade.
Pela primeira vez tenho sentido que não sou imensa.
Tenho tido alguma dificuldade em chegar a tudo.
O cansaço tem sido enorme.
Recebi abraços e mimo.
As mães também precisam de colo.
Hoje, tenho saudades do meu marido que está fora...
Mas a alegria que sinto por fazer parte desta família supera tudo.
Assim que voltarmos a estar todos juntos, não vai existir pôr-do-sol que não seja nosso.
E isso dá-me anos de vida.
Grata pelo que tenho e pelo que sinto.
Não existe nada mais bonito do que este AMOR.







quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sou deles






Sou deles e das manhãs.
Da energia boa de acordar cedo e sentir-me viva.
Adoro fotografar estes momentos.
E é tão grande este amor, que o partilho. 
Sinto que eles são meus.
Os três rapazes, e a Maria.
Mas nada é meu.
Nem eles.
Nem o tempo.
Meu só o agora.
O já.
O hoje.
Este presente.
As manhãs. 
As nossas manhãs.
Estes dias que acordamos todos.
Que estamos.
Que somos.
Faço disto o meu mantra.
Os meus dias.
E dedico-me a eles com mais afinco e paixão do que a qualquer outra coisa.
São preciosos.
São vidas.
São a minha alma. 
Podia ter feito outras escolhas, nada me realizaria assim.
E não são rosas os meus dias.
Nem santos os meus filhos.
Nem calmas as minhas semanas e emoções.
Tenho dias de desespero e dias de sol.
Dias de doidos.
Temos tudo.
Tudo, tudo e mais alguma coisa.
Temos o mais importante: uns aos outros.

[Apaixonada]

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Família é alma







Adoro ter a casa cheia de filhos, de vida, de confusão. De amigos.
Até os dias piores, que saem a ferros, até desses eu gosto.
Do barulho. Da agitação. 
Também nós temos dias de chuva.
Acordei sozinha com os três. Arranjei-me e tratei de cada um deles com tempo.
Dei-lhes beijos. 
Tirei fotografias. 
Disse que os amava.
Tenho a Maria em cima de mim e uma casa inteira para arrumar. 
Meu Deus, tão bom ter uma família. 
[Nasci para isto].
E hoje tenho um agradecimento a fazer.
Aos que são família. E família não é sangue. Isso por si só não quer dizer nada. 
Família é quem nos escolhe, é tribo.
É quem está connosco, quem vibra, quem sabe os nossos segredos.
Quem ama os nossos filhos. Quem nos ajuda. Quem está. 
Quem sabe as nossas fragilidades, as nossas conquistas. 
Quem sabe tudo, e nos escolhe. 
Estamos cercados de almas bonitas.
Família não é sangue. É alma.
Sabemos quem são. 
OBRIGADA.

(Prometo fotografias dos rapazes - mas não estão virados para isso - estão crescidos :))


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Maria Maravilhosa

Adora areia

Maria na nossa praia - o nosso lugar

Oito meses - adora estar sentada e "comer" relva

Maria & Vicentinho

Já tens oito meses.
Adoro o dia oito. 
Dia do infinito.
Há oito meses que te temos só nossa.
Que te amamento.
E te carrego ao colo, quase só para mim.
Conheces poucos cheiros e poucos colos.
És louca pelos teus irmãos - e eles por ti.
O equilíbrio certeiro para a nossa família. 
Tens sido muito amada, abraçada e beijada.
Maria maravilhosa.
És das rotinas.
Somos ainda muito uma só.
Com calma vou-te introduzindo ao mundo. Sem pressas.
Ter cada um de vocês, foi o milagre da minha vida.
Agradeço tudo.
Mesmo as noites em claro.
Temos feito praia.
Temos viajado.
Temos ido.
Temos vivido e aproveitado.
Sou profundamente feliz pelas escolhas que tenho feito. 
Por serem a minha prioridade. 
Pela nossa família.
Ser mãe. Ser vossa mãe é tudo.