quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sou deles






Sou deles e das manhãs.
Da energia boa de acordar cedo e sentir-me viva.
Adoro fotografar estes momentos.
E é tão grande este amor, que o partilho. 
Sinto que eles são meus.
Os três rapazes, e a Maria.
Mas nada é meu.
Nem eles.
Nem o tempo.
Meu só o agora.
O já.
O hoje.
Este presente.
As manhãs. 
As nossas manhãs.
Estes dias que acordamos todos.
Que estamos.
Que somos.
Faço disto o meu mantra.
Os meus dias.
E dedico-me a eles com mais afinco e paixão do que a qualquer outra coisa.
São preciosos.
São vidas.
São a minha alma. 
Podia ter feito outras escolhas, nada me realizaria assim.
E não são rosas os meus dias.
Nem santos os meus filhos.
Nem calmas as minhas semanas e emoções.
Tenho dias de desespero e dias de sol.
Dias de doidos.
Temos tudo.
Tudo, tudo e mais alguma coisa.
Temos o mais importante: uns aos outros.

[Apaixonada]

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Família é alma







Adoro ter a casa cheia de filhos, de vida, de confusão. De amigos.
Até os dias piores, que saem a ferros, até desses eu gosto.
Do barulho. Da agitação. 
Também nós temos dias de chuva.
Acordei sozinha com os três. Arranjei-me e tratei de cada um deles com tempo.
Dei-lhes beijos. 
Tirei fotografias. 
Disse que os amava.
Tenho a Maria em cima de mim e uma casa inteira para arrumar. 
Meu Deus, tão bom ter uma família. 
[Nasci para isto].
E hoje tenho um agradecimento a fazer.
Aos que são família. E família não é sangue. Isso por si só não quer dizer nada. 
Família é quem nos escolhe, é tribo.
É quem está connosco, quem vibra, quem sabe os nossos segredos.
Quem ama os nossos filhos. Quem nos ajuda. Quem está. 
Quem sabe as nossas fragilidades, as nossas conquistas. 
Quem sabe tudo, e nos escolhe. 
Estamos cercados de almas bonitas.
Família não é sangue. É alma.
Sabemos quem são. 
OBRIGADA.

(Prometo fotografias dos rapazes - mas não estão virados para isso - estão crescidos :))


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Maria Maravilhosa

Adora areia

Maria na nossa praia - o nosso lugar

Oito meses - adora estar sentada e "comer" relva

Maria & Vicentinho

Já tens oito meses.
Adoro o dia oito. 
Dia do infinito.
Há oito meses que te temos só nossa.
Que te amamento.
E te carrego ao colo, quase só para mim.
Conheces poucos cheiros e poucos colos.
És louca pelos teus irmãos - e eles por ti.
O equilíbrio certeiro para a nossa família. 
Tens sido muito amada, abraçada e beijada.
Maria maravilhosa.
És das rotinas.
Somos ainda muito uma só.
Com calma vou-te introduzindo ao mundo. Sem pressas.
Ter cada um de vocês, foi o milagre da minha vida.
Agradeço tudo.
Mesmo as noites em claro.
Temos feito praia.
Temos viajado.
Temos ido.
Temos vivido e aproveitado.
Sou profundamente feliz pelas escolhas que tenho feito. 
Por serem a minha prioridade. 
Pela nossa família.
Ser mãe. Ser vossa mãe é tudo.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Socorro

Amamentação regular aos sete meses

Eu e Maria

Era isto para sempre

Às vezes tenho vontade de pedir socorro.
Porque a maternidade também tem momentos esgotantes.
Aumentei a licença de maternidade para aproveitar TUDO com a Maria (e os rapazes), mas também para conseguir "dar conta do recado".
Nem sempre é fácil.
Há um ano que não durmo uma noite inteira.
[Pergunto-me como sobrevivo às ausências do meu marido. E a verdade é que sobrevivemos todos].
Ainda não voltei ao trabalho, mas falta pouco.
Não tenho nenhuma ajuda diária em casa, nem semanal - mas preciso.
[Quatro horas por semana] já me parece o paraíso.
Estou os dias inteiros com a gordinha, depois vou buscar um ao Colégio, outro à escola. E começa a aventura. Entretanto já fiz sopas, jantares e as tarefas complicadas.
Chego a casa e tenho duas mãos para três filhos, e tudo o resto.
Não acho isso assustador. E não é.
Mas hoje foi um dia não.
Um dia difícil. De muito cansaço.
Em que os banhos me saíram "a ferros". 
O jantar foi em piloto automático.
E quando fui arrumar a cozinha a loiça quase voou pela janela.
Sou apaixonada pela maternidade. MESMO. Mas às vezes é duro.
Basta estar um doente para passar do paraíso ao horror.
E se eu adoecer é o caos.  
Já aprendi a não sobrevalorizar o cansaço. 
Fingir que ele não existe.
Mas quando acordo e me vejo ao espelho: socorro. 
(E tenho uma mancha escura na zona do bigode - malditas hormonas - socorro duas vezes!!!)
O cansaço é assustador. A quantidade de tarefas que se fazem durante o dia.
As refeições, as roupas, as camas, as matrículas nas escolas, as farmácias, os médicos. 
As festas das escolas, as contas. Os banhos. As manhãs. As noites. É incrível.
Não trocava a minha vida por outra. Nem pensar. 
Na vida as relações são tudo. Tenho pessoas maravilhosas comigo, que não corria o risco de ficar sem elas.
Agradeço e volto a agradecer. Ter filhos com saúde é tudo de bom que existe.
Mas este cansaço tão intenso faz-me admirar imenso, todas as mães e pais que cumprem o seu papel. 
Em que estamos tantas vezes sozinhos com a sensação do mundo às costas. Que se sacrificam. Somos todos absolutamente incríveis.
(O meu marido é um deles)


terça-feira, 19 de abril de 2016

Como andamos a cinco

Maria maravilhosa - sete meses
Estou na fase da minha vida em que estou simplesmente a apreciar.
Fiz uma pausa de tudo o que é externo.
É importante perceber o que queremos fazer da nossa vida.
Onde e com quem queremos passar o nosso tempo.
Eu estou onde sempre sonhei estar.
Aqui. Com eles.
Descobri muitas coisas sobre mim com a maternidade.
Aos vinte cinco anos tinha um filho, aos trinta já tinha três.
A gratidão pelo que tenho foi a melhor descoberta. Perceber que sou uma privilegiada por poder/conseguir/ter a capacidade de privilegiar o amor. 
O tempo é o bem mais valioso.
Tenho a Maria sempre comigo. Ainda não a larguei.
Tudo pode esperar menos este amor.
Este tempo com os filhos.
A amamentação ainda é muito regular e sou completamente apaixonada. Das melhores sensações.
Primeira palavra aos sete meses: mamã!!!
Maravilhaaaaaaaaaaaaa.
A única pressa que tenho é de não ter pressa de nada.
Vivo de acordo com o que sou. 
A maternidade define-me completamente.
A minha vida é muito mais bonita agora.
Mesmo com as noites péssimas.
O ritmo alucinante.
O desgaste.
Com tudo. Não se tem nada de graça.
Nada é sempre só bom.
Muitas mulheres que conheço, não são só mães. São imensas, gigantes e absolutamente incríveis.
Gosto de acreditar que eu também sou um bocadinho assim.
Conciliar tudo é de loucos.
Tenho dias impróprios para cardíacos.
Mas estou na idade de me sacrificar, de querer, de construir, de dar, acreditar.
De ir, fazer, desfazer, tentar.
É assim que gosto de estar na vida.
Tenho a Maria comigo - bebé maravilhosa.
Vicentinho a testar os limites.
O Salvador a entrar na primeira classe.
Fora os filhos, tenho um casamento que precisa de folgas do stress. Amigos que não retribuí chamadas. E um corpo a implorar descanso.
Cá em casa existem as quatros estações no mesmo segundo.
Há invernos rigorosos e verões cheios de sol.
Sou dos afetos. Da educação com amor.
Sou, sobretudo, de aproveitar.
Deixei de ser crítica e passei a ser grata.
Vibro com as festas dos miúdos, quando juntamos os nossos amigos que são incríveis.
Gosto de saber que vou conseguir fazer um arroz doce igual ao da minha sogra.
Em breve vou acrescentar o meu trabalho às rotinas cá de casa.
Até esse dia, vou encher esta família de amor, com tempo para bolos ao lanche e panquecas ao pequeno-almoço.
Consciente que o presente, é mesmo um presente da vida. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Viajar. Conhecer. Fugir.







É incrível. 
Quase inacreditável que a Maria faz amanhã sete meses.
Eu e a Maria ainda somos muito uma só. Adoro. Não me canso. 
Sou completamente apaixonada por bebés, por esta fase e pela maternidade.
O meu marido diz que nasci para isto!!! 
Aproveito todos os segundos. Todos, todos, todos. 
Daqui a um tempo começo a trabalhar e vou morrer de saudades.
Entre o colo, a cadeirinha e o sling a Maria vai connosco para todo o lado - sejam viagens grandes ou pequenas. Nós andamos quase sempre juntos.
A família está completamente rendida.
A Maria é adorada pelos irmãos. 
Conhecida no supermercado. 
E tudo faz prever que de sossegada não vai ter nada.
O meu marido tem umas olheiras gigantes.
Andamos cansados, estafados, mas imensamente felizes. 
Ter filhos, tratar de uma família implica muito espírito de sacrifício. 
Fazer feliz quem está connosco. Tratar da casa, cuidar de nós.
Arranjar tempo para os amigos. Namorar. Tratar dos miúdos. Trabalhar. 
É um equilíbrio duro. Quando se folga do trabalho, não se folga em casa.
Três filhos pequenos não dão direito a sofá, nem a filmes, mas é uma paixão.
Dá muito trabalho. Mas temos a casa e a vida cheia. 
Somos tranquilos, não levamos a vida muito a sério. 
Vivemos com paz os miúdos e os dias. 
Este fim de semana no meio do Alentejo senti a felicidade em cada bocadinho da minha alma.
Senti-me viva, grata e feliz.
Porque nos temos.
Isso é tudo. TUDO.
Não há famílias perfeitas. Ninguém tem tudo.
Nós também temos dias tristes, momentos difíceis, desafios complicados, mas temos uma vontade gigante de VIVER e aproveitar.
Trabalhamos para ir. Para viajar, conhecer, fugir. 
Sete meses de Maria. 
Cinco anos de Salvador.
Três anos de Vicente.
E muitos anos de nós. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

A vida espera por eles

"Tudo isto é teu
A terra é tua serventia
Mas vais ter de lutar
Por ela e por ti em cada dia"
Rui Veloso

Maria, seis meses

O que mais preservo na vida é a família, a união e a partilha. 
É possível incutir neles este espírito sem criar filhos dependentes e pouco autónomos.
Esse equilíbrio é difícil mas maravilhoso.
Temos de aprender a lidar com os nossos medos - é uma tarefa complicada!!!
O Salvador com cinco anos vai acampar pela primeira vez. São cinco dias, quatro noites.
Não fala de outra coisa. 
Diz-me que quando tiver saudades vai ao coração dele buscar-me. 
Eu vou trabalhar o desapego {nunca fiquei sem ele tantos dias} e até me dói a alma.
Amar é deixar viver estando aqui para proteger.
O Salvador e o Vicente são dos afetos e da família.
Uma proteção por mim e pela irmã incrível.
Mas já só querem é viver e explorar. 
Resta-me a Maria que ainda não sabe que existe mundo para além de nós. 
E todos os dias me dá esta imagem do paraíso. 
Ser mãe é amar e deixar ir, mantendo as mãos por baixo. 
Amo-vos tanto e incondicionalmente.