terça-feira, 28 de julho de 2015

Quase, quase...





Já começo a ter tudo pronto - o berço que foi meu, as roupas, o quarto...
O "ninho" começa a estar feito - até porque a minha mobilidade já não é a melhor!!!
A maioria das coisas foram oferecidas, recicladas, aproveitadas.
(Obrigada a todos os que nos mimam)
A minha barriga cresce a olhos vistos neste etapa final.
Estamos ansiosos mas ainda queremos a Maria no quentinho mais umas semanas {três ou quatro era óptimo!!!}
As noites já são mal dormidas.
Este calor difícil de suportar - ainda assim, mil vezes estar grávida no verão.
O meu marido (que foi das melhores coisas que me aconteceram na vida) fez tudo com tanto amor, que morro de orgulho. 
É um homem inteiro.
De entrega - a tudo. 
Ontem desabafava {em pânico} com ele:
-Já imaginaste a nossa logística?! Vamos estar imensas vezes, ou eu ou tu, sozinhos com os três. Eles são mínimos. Achas que vamos continuar bem e sadáveis?!" 
(Respondeu rapidamente):
-"Vai ser o desafio mais espetacular da nossa vida" 
Então vamos a ele...









quarta-feira, 22 de julho de 2015

A vida é a nossa riqueza



Encantados.
É a palavra certa para definir esta etapa da nossa vida.
Entusiasmados. 
A partilha e os anos juntos acrescentam tranquilidade aos nossos dias. 
Serenidade. 
Em Agosto vamos ser cinco.
Recém-nascido - dois anos - quatro anos.
Mas fomos feitos para isto - está na nossa essência.
Amar assim é a melhor coisa que me aconteceu.
Em altura nenhuma da minha vida estive tão resolvida.
Comigo, com a vida.
Seguindo muito a máxima da Catarina Beato ("a vida resolve-se sozinha") deste blog.
Só tenho o agora. Aprendi a viver para o tempo presente, o único que me pertence.
Quantos mais filhos, mais responsabilidades, e nesse sentido, olho para o dia-a-dia com muito respeito e seriedade.
Mas isso fez-me crescer, e tudo o que faço dá-me ainda um gozo maior.
Conseguir ir passar um fim-de-semana fora é absolutamente maravilhoso.
Tudo é mais intenso. Mais vivido. Porque nada nos cai do céu.
Passamos a vida a equilibrar aqui e ali.
Cinco pessoas numa casa, sem empregada, e com horários por turnos requer muita disciplina e muita organização.
(E muito amor dos meus sogros que são o nosso braço direito e esquerdo)
Mas vai saber tão bem - já é tão bom a quatro.
Olho para o calendário e o tempo voa.
Nestes dias, soubemos que o Salvador entrou na escola pública.
Nunca vi uma criança tão feliz, porque se sente autónomo, e crescido.
É o meu filho-companheiro.
É doce, sensível e um maravilhoso jogador de futebol.
As paixões do Salvador somos nós e a bola.
O Vicente, se pudesse, andava sempre pendurado em mim.
Já fala tudo.
Adoro quando ele faz asneiras, e depois diz: "não foi mim...".
Apaixonado por nós e por tudo o que dê para comer.
Mas odeia Bolas de Berlim (como é possível?!?)
E eu, tenho aproveitado todos, mas todos, os segundos destes miúdos e desta oportunidade que a vida me deu.
De construir uma família assim.




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Para ti Maria

(Uma amiga mandou-me esta letra que adorei. Só nasces no fim do mês que vem, mas aqui por casa estamos numa felicidade tremenda...)





Benvinda sejas Maria
(Rui Veloso)

Benvinda sejas
À grande casa solar
A este tempo finisecular
Hoje é o teu dia de estreia
Olha à volta tens a casa cheia
Há estrelas e rios na plateia
Tudo isto é teu
Aquém e além do horizonte
A brisa que afaga o amieiro
E a água na fonte
Benvinda sejas, maria
Benvinda sejas, maria
Por ti as águias velam
No cimo dos montes
E a lua rege
O orfeão das marés
À noite os poetas
Decifram os lunários
Para ver se conseguem
Descobrir quem és
Tudo isto é teu
A terra é tua serventia
Mas vais ter de lutar
Por ela e por ti em cada dia
Benvinda sejas, Maria
Benvinda sejas, Maria

































segunda-feira, 22 de junho de 2015

Descalços somos nós




Não me gosto de comparar com ninguém.
Não considero a minha forma de educar a melhor, nem a pior - educo da forma que me identifico. 
Não me comparo com outras famílias. 
Existem famílias que admiro muito e que tenho como exemplo.
Nunca me segui por manuais. 
Pelo que dizem...
Sempre segui a minha intuição. O meu instinto, o meu amor.
Os meus filhos odeiam sapatos. 
Andam sempre que possível descalços.
Só gostam de roupa leve.
Dificilmente os vão ver de calças de ganga. Ou de camisa.
São os dois iguais. 
Adoro vê-los sujos de areia, terra, gelado...
Sinal que naquele momento em que estiveram a explorar, estavam livres. 
Não são crianças de televisão, nem de brinquedos.
Só querem correr. 
Eu dou-lhes rua. 
Amigos.
Não tenho uma casa com terreno, mas faço trinta por uma linha das minhas varandas. 
Dou-lhes praia, campo, espaço e liberdade.
Saem da escola e vão brincar ao ar livre.
Gosto de meter a chave na porta com eles sujos e felizes.
Gosto que vejam as cores do pôr-do-sol.
Gosto que me digam que foram eles que pintaram o céu daquela cor.
Gosto tanto, mas tanto, de pedir socorro para tirar as nódoas da roupa.
De demorar meia hora a desencardir pés.
Os deles e os meus - sou igual. 
Andava descalça o ano inteiro. 
Nós não somos os outros. 
Esta família somos nós.
Adoro vê-los sujos, descalços, cheios de areia...
Só assim é que estes miúdos são felizes. 

{Desejosos pela chegada da Maria. Já só faltam dois meses}






quarta-feira, 17 de junho de 2015

Futebolista

-Mãe hoje sonhei que era um grande jogador de futebol!!!

{Acordou tão, mas tão feliz!!!}




sexta-feira, 12 de junho de 2015

Só quero o agora



São nove da manhã.
Estamos em Junho.
Está aquele tempo meio cinzento, bom para estar na cama.
Estou deitada ao lado dos meus filhos.
Dormem ferrados, agarrados um ao outro.
Tenho as mãos em cima da minha barriga de sete meses. 
Sinto-me arrebatadoramente feliz.
Só quero o meu pensamento no agora. 
Tempo presente.
Até porque é o único que me pertence.
Não me quero preocupar com o que vai ser, como vai ser.
Se deixar, o meu pensamento vai arranjar momentos de stress que ainda não chegaram.
E se chegarem, bastam no momento. 
Para quê antecipar momentos menos positivos?! 
Três filhos seguidos, ainda tão pequenos, vão exigir IMENSO física e psicologicamente. 
Na maioria das vezes, ou estou eu sozinha com eles, ou está o meu marido.
E não é "só" os filhos que precisam de nós.
A casa, os banhos, as refeições, a rotina...
A logística, com os três vais ser a LOUCURA!!!
(Mas na verdade, nós somos apaixonados por este ritmo. A nossa família é a nossa maior conquista, o nosso maior amor, a nossa vida)
Se for pensar nas coisas menos positivas (como estou a fazer agora) não sinto o prazer deste momento.
A vida é o agora.
A única coisa que nos pertence é este segundo.
Estes miúdos absolutamente deliciosos que respiram um em cima do outro. 
Que se agarram.
Que têm o dormir mais tranquilo que alguma vez vi na vida.
Há momentos em que é preciso agradecer o que a vida nos oferece.
O amanhã tem mesmo de ficar para amanhã. 
Tenho para mim, que a capacidade de nos entregarmos a estes pequenos momentos felizes, é A FELICIDADE.
E que, neste segundo, me sinto a mulher mais grata e feliz do universo.







quarta-feira, 27 de maio de 2015

És doida!!!

Isto é o que algumas pessoas me dizem!!!
(E o que eu penso, muitas vezes, sobre mim própria!!!)
As pessoas ficam de boca aberta quando lhes digo com a maior descontração: "estou grávida do terceiro".
E juro... quem me dera ter condições financeiras para ter quatro ou cinco filhos.
Porque adoro. 
Sou apaixonada por famílias grandes.
Pela maternidade.
Por esta agitação. 
Porque é dos afetos e deste amor que a vida se alimenta...
  
(Vicente (2 anos) a sentir a irmã)