domingo, 17 de agosto de 2014

Desligar do mundo

Agosto tem tudo de bom.
Foi o mês que conheci o meu marido. 
Só isso já vale tudo.
Uma das minhas irmãs [outra espécie de alma gémea] faz anos.
E depois é este frenesim típico que eu adoro.
Andar descalços.
As noites a ver estrelas. 
O amor que se fortalece.
Os meus amores que crescem [ainda mais].
A única preocupação que temos é deixar-nos levar pela vida.
Sem planos.
Só aproveitar.
E aproveitar-nos. 
E uma coisa que eu sou mesmo boa: 
A desligar-me do mundo e a ligar-me neles. 
Uma coisa que não gosto muito é quando me perguntam planos para o futuro.
A vida acontece. 
Não gosto de colocar-me muito à frente do dia de hoje. 
Então nestes dias...
Deixo mesmo que aconteça.
E o bem que nos faz.











quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Vicente meu amor

Estás delicioso. 
Ele olha para os peixes e diz:
-Gato!!!
[e eu morro de amor]




Um ano e dez meses.
Começa a dizer tudo.
Já chama o irmão. 
Já explica.
Teimoso e delicioso.
Uma alma que é uma paz.
É amado e louco pela família e pelos nossos amigos.
As palavras que diz mais:
"Mãe" e "qué mais"
Mimo e comida fazem este príncipe feliz.

sábado, 2 de agosto de 2014

O colo de quem amamos

Hoje li esta frase algures:

"Não há lugar melhor no mundo do que o colo daqueles que amamos".

E não há mesmo.
Mesmo.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A vida corre

[Que saudades eu tinha de vir aqui falar de nós. E mostrar em fotografias]

Os meus rapazes estão crescidos.
Crescidos ao ponto de já receber um grande amigo do Salvador cá em casa a dormir - e ele já ter ido dormir a casa do amigo.
Crescidos porque o Vicentinho já diz imensas palavras.
Continuam a ser um exemplo do que é ser bons irmãos. 
Companheiros.
Amigos.
Unidos.
Preocupados. 
Estão crescidos e tão diferentes um do outro.
E tão bom que isso é.
O Vicente é um Buda da paz.
Tranquilo e enérgico.
Doce.
Divertido.
Um mimo.
O Salvador completamente radical e sensível.
Só quer pranchas e skates.
Ajuda-me imenso em casa.
É um óptimo companheiro da minha vida.
Estão crescidos e o amor cresce.
[Não me perguntem como. Mas cresce.]
Mas este amor é mesmo assim.
Absoluto.
Um amor maior que a minha vida.
E temos andado desaparecidos: A viver.
A aproveitar.
A ser intensos.
Praia.
Parques.
Feiras.
Amigos.
Festas.
Escapadinhas.
Escapadelas.
Pôr-do-sol.
Nascer do sol.
O Vicente, que já vai falando (e bem) abraça-me e diz:
-"Mãe a lua"
O Salvador pergunta-me, durante o pôr-do-sol:
-"Foste tu que pintaste o céu de cor de laranja para mim?"
E entre o trabalho, o dia a dia e algumas birras...
Isto é o que importa e o que vale a pena.
Porque tudo o que vivemos...
Isso já ninguém nos tira.

Um bem-haja aos dias plenos.
















quinta-feira, 17 de julho de 2014

Exemplo de felicidade




Perguntam-me muitas vezes a razão do meu blog.
Respondo sempre da mesma maneira: é um como se fosse um livro de amor para os meus filhos.
Um registo do crescimento deles.
Fotografias nossas.
Do tempo que passamos juntos.
Palavras minhas que eles podem guardar para sempre.
Lerem quando precisarem.
Eu digo-lhe todos os dias...
TODOS os dias que os amo.
E demonstro.
Porque só as palavras não chegam.
Este "canto" é um dos nossos lugares.
Onde escrevo sem vergonha sobre o que nos une.
Sobre o que me move.
Sobre a entrega que tenho - e que gostava que eles tivessem.
Não somos perfeitos.
Ninguém o é. 
Mas somos apaixonados.
Aqui escrevo sobre o que quero para mim - para nós.
Alegria.
Uma vida simples.
E o sonho de que esta união tenha um final feliz. 
[Amo-vos meus amores]



domingo, 6 de julho de 2014

Nós e o domingo

Que a minha velhice e do meu marido seja numa casa bonita.
No campo.
Cheia de netos.
E paz.









quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tempo


-Pai tu és o cliente e eu sou o cabreiro
-O CABREIRO Salvador?
-SIM!!! o cabreiro!!!
(Perdidos de riso - o cabeleireiro!!!)

Há dias que levo a vida de forma leve e apaixonada.
Empurrada pelo correr do dia.
Das rotinas.
Das gargalhadas.
Destes momentos.
Outros dias perco-me [e sinto-me MESMO perdida] no meio da agitação - desta corrida.
Não me faz sentido que as pessoas passem mais tempo no trabalho do que em casa.
Mas os dias correm...
As pessoas (tantas que eu amo) continuam na luta delas...
Eu embalada na minha.
Seguimos caminho...
E estamos todos juntos neste emaranhado.
Umas gerações vão empurrando as outras.
Uns dias empurram os outros.
E vamos todos andando...
Sufocados com a falta de tempo.
Sem disponibilidade uns para os outros.
O início e o fim do dia são sempre uma corrida.
Exactamente o contrário do que devia ser.
"Será este o propósito da vida?"
Não.
Não pode ser.
Que nunca me falte tempo para os ver crescer...
(Nem para estar - como hoje - uma hora com eles no banho a fazer de tubarão)
(Amores da minha vida)